Aqui além do meu refugio filosófico, meu refugio artístico.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Ana Luiza
A alma do poeta em qualquer lugar que esteja sempre parecerá um caleidoscópio de sentimentos, e por mais triste e vago que seja o momento, ela ainda será linda. Em alguns momentos, ela experimenta o auge da felicidade, outros pode decair nos seus frágeis engambelos. Em alguns, uma centelhinha causa uma erupção de raiva e em outros, de frio. Em alguns, um pequeno desencaixe pode destruir uma fortaleza construída com esmero... em outros, nem um tanque de guerra desaba a armadura. A alma de um poeta longe de bipolaridade é carregada de dúvidas: nem sobre o ser, ou o não ser, ou o ter; só sobre o sentir. E por mais caro que ela pague por ter apenas uma película fina em torno de si pra aguentar turbilhões, ela não deixa de ser nobre
quinta-feira, 29 de maio de 2014
samba de levitação
Uma flor de se despéta, uma ave que segue o rio, procurando alimento ou acompanhando o sol em seu imenso delírio, projetando sua luz, entre as arvores e florestas, fazendo efeito entardecer, um banco sem acaso, um encontro marcado, escrito nas estrelas, talvez, talvez. Mas a noite é tão fria, e as nuvens são tão geladas, e não que não há estrelas e a lua não mostra o seu brilho ao doce, de mais uma noite harmônica, feito o som da relva molhada.
Não são as águas de março, é o outono que faz aproximação, não sinto saudades do verão, só quero encontrar você na próxima estação.
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